Com o lema “A Caridade Nunca Falha”, a Sociedade de Socorro completa 177 em 2019, e tem o propósito de auxiliar os necessitados, aumentar a fé e retidão pessoal e, fortalecer a família e o lar.

    A maior organização de mulheres do mundo

    Mulheres participam de reunião em A Igreja de Jesus Cristo

    A escolha de 8 de março para celebrar o Dia Internacional da Mulher está completando 102 anos em 2019. A comemoração veio como resultado de um mundo em transformação, com crescente clamor para direitos iguais independente do gênero.

    Mas várias décadas antes da instituição de um dia dedicado às mulheres, uma organização só delas já existia, a Sociedade de Socorro, a mais antiga e a maior organização de mulheres do mundo, com cerca de 7 milhões de membros. Com o lema “A Caridade Nunca Falha”, a Sociedade de Socorro  tem o propósito de auxilliar os necessitados, aumentar a fé e retidão pessoal e, fortalecer a família e o lar.

    Organizada em 1842 pelos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecidos como Mórmons,  durante o processo de povoamento do Oeste dos Estados Unidos, a Sociedade de Socorro, como o nome indica, surgiu originalmente para prestar esforços humanitários para indivíduos e famílias, mas rapidamente se expandiu para atender também necessidades espirituais.

    Na reunião de inauguração, a primeira presidente da Sociedade de Socorro, Emma Smith, disse: “Vamos fazer algo extraordinário”.

    De fato, assim tem sido. Sob sua liderança, a Igreja tem prestado auxílio humanitário a refugiados, vítimas de desastres naturais, guerras e miséria, algumas vezes em parceria com órgãos como a Unicef, braço das Nações Unidas para auxílio à crianças.

    Embora tenha um propósito essencialmente espiritual, a organização teve papel importante na defesa de direitos femininos, esforço que fez as mulheres de Utah a serem as primeiras dos Estados Unidos a poderem votar, em 1870.

    Hoje presidida por Jean Bingham, a Sociedade de Socorro coordena projetos filantrópicos e de ensino e faz parte do Conselho Executivo do Sacerdócio e da Família, que estabelece diretrizes para as famílias da Igreja.

    'Nossos esforços são impulsionados pela nossa fé de que é nossa responsabilidade dada por Deus de aliviar o sofrimento, aliviar o fardo dos aflitos e levar esperança aos desesperados', disse Bingham durante apresentação na sede da ONU, em abril de 2017.

    O fato de estar hoje em 188 países deu à organização um perfil não apenas multicultural, mas de reunir figuras públicas que se destacam nas mais diferentes áreas de atividade.

    Algumas delas, você talvez conheça, como a cantora de soul music Gladys Knight, sete vezes ganhadora do Grammy; a blogueira Stephanie Nielson, sobrevivente de um desastre aéreo que usa sua experiência para ajudar pessoas com problemas; a ativista de defesa de proteção infantil contra abusos Elizabeth Smart; Al Fox-Carraway, a autora do livro “Mórmon Tatuada”, ou ainda as irmãs Tamu Smith e Zandra Vranes, apresentadoras do program de rádio Sistas in Zion e co-autoras do livro “Diário de Duas Mórmons Negras Loucas”.

    Famosas ou anônimas, as irmãs da Sociedade de Socorro têm em comum o entendimento sintetizado pelo Élder M. Russell Ballard, outro líder da Igreja, que disse: “Nada há neste mundo que seja tão pessoal, inspirador e capaz de mudar vidas quanto a influência de uma mulher justa.”